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quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Desafio de Amar ''A Prova de Fogo'' (1º Dia O Amor é paciente)

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Receba este livro como um alerta. Esta jornada de quarenta dias não pode ser encarada superficialmente.
Ela é um desafio e, na maioria das vezes, um processo difícil, mas incrivelmente recompensador. Aceitar esse desafio exige uma mente determinada e decisões firmes.
O seu propósito não é o de ser experimentado ou testado por pouco tempo, e aqueles que desistirem cedo, perderão os maiores benefícios. Se você se comprometer com um dia de cada vez em um período de quarenta dias, os resultados poderão mudar a sua vida e o seu casamento.
Considere este livro um desafio vindo de quem já o aceitou antes de você.

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AS ESCRITURAS DIZEM que deus projetou e criou o casamento para ser algo bom. Ele é um presente lindo e inestimável. Deus usa o casamento para nos ajudar a acabar com a solidão, multiplicar nossa eficiência, construir famílias, criar filhos, curtir a vida e nos abençoar com o relacionamento íntimo. Mas além disso, o casamento também nos mostra a necessidade de crescer e de lidar com nossas próprias dificuldades e com o egocentrismo, através da ajuda de um companheiro para toda a vida. Se somos "ensináveis", iremos aprender a fazer aquilo que é mais importante no casamento - amar. Esta poderosa união lhe mostra o caminho para amar incondicionalmente outra pessoa imperfeita. Isto é maravilhoso. É difícil. É uma mudança de vida.
Este livro é sobre o amor, sobre a aprendizagem e sobre o desafio de viver um relacionamento amoroso. E essa jornada se inicia com a pessoa que está mais próxima de você: seu cônjuge. Que Deus lhe abençoe nesta aventura.
Mas esteja certo de uma coisa: você precisará de coragem. Ao aceitar esse desafio, você precisa ter a consciência de que ao invés de seguir o coração, terá que governá-lo. O mundo diz para seguir o coração, mas se você não estiver governando o seu, então alguém ou alguma outra coisa estará. A bíblia diz que "enganoso é o coração, mais do que todas as coisas" (Jeremias 17:9), e ele sempre perseguirá aquilo que parece certo no momento.
Nós desafiamos você a pensar de maneira diferente - escolher direcionar o seu coração para aquilo que será melhor ao longo do caminho. esta é a chave para relacionamentos permanentes e recompensadores.
A jornada de o desafio de amar não é um processo para tentar fazer do seu cônjuge a pessoa que você quer que ele seja. Com certeza você já descobriu que o esforço em tentar mudar seu marido ou sua esposa acabou em fracasso e frustração. Pelo contrário, esta é uma jornada de exploração e demonstração genuína de amor, mesmo quando o seu desejo acaba e quando as suas motivações estão enfraquecidas. A verdade é que o amor é uma decisão e não apenas um sentimento. Ele não busca os seus próprios interesses, é sofredor e transformador. E quando o amor é demonstrado verdadeiramente, como foi planejado para ser, o seu relacionamento tem grandes chances de mudar para melhor.
Em cada dia dessa jornada estão incluídos três elementos muito importantes:
Primeiro, um aspecto único do amor será discutido. Leia cada um desses aspectos cuidadosamente e esteja aberto a um novo entendimento do que significa amar alguém verdadeiramente.
Segundo, você terá um desafio específico para fazer com o seu cônjuge. Alguns serão fáceis e outros bem desafiadores. Mas leve cada desafio a sério e seja criativo e corajoso o suficiente para realizá-lo. Não desista se situações externas lhe impedirem de completar um desafio específico. Apenas faça-o o mais rápido possível e prossiga na jornada.
Por último, você terá um espaço para anotar o que está aprendendo, fazendo e como o seu cônjuge está reagindo.
É importante que você aproveite este espaço para registrar o que está acontecendo com você e seu cônjuge ao longo do caminho. O seu progresso estará registrado nessas anotações que provavelmente se tornarão inestimáveis para você no futuro.
Lembre-se, você tem a responsabilidade de proteger e guiar o seu coração. Não desista e não fique desencorajado. Decida dirigi-lo e agir assim até o final. Aprender a amar verdadeiramente é uma das coisas mais importantes que você fará.


AGORA, POIS, PERMANECEM A FÉ,
A ESPERANÇA E O AMOR, ESTES TRÊS;
MAS O MAIOR DESTES É O AMOR
1 Coríntios 13: 13

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AINDA QUE EU FALASSE AS LÍNGUAS DOS
HOMENS E DOS ANJOS, E NÃO TIVESSE
AMOR, SERIA COMO O METAL QUE SOA
OU COMO O CÍMBALO QUE RETINE.
E AINDA QUE TIVESSE O DOM DE
PROFECIA, E CONHECESSE TODOS OS
MISTÉRIOS E TODA A CIÊNCIA, E AINDA
QUE TIVESSE TODA FÉ, DE MANEIRA TAL
QUE TRANSPORTASSE OS MONTES,
E NÃO TIVESSE AMOR, NADA SERIA.
E AINDA QUE DISTRIBUÍSSE TODOS OS
MEUS BENS PARA SUSTENTO DOS POBRES,
E AINDA QUE ENTREGASSE O MEU CORPO
PARA SER QUEIMADO, E NÃO TIVESSE AMOR,
NADA DISSO ME APROVEITARIA.


1 CORÍNTIOS 13:1-3


1° Dia
O Amor é paciente

Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes,
suportando uns aos outros com amor. - Efésios 4:2
O amor funciona. É o motivador mais poderoso e tem uma profundidade e um significado bem maiores do que a maioria das pessoas pensa. O amor sempre faz o que é melhor para os outros e tem o poder de nos fortalecer para enfrentar grandes problemas. Nascemos com uma sede perpétua de amor. Nosso coração precisa de amor, assim como nossos pulmões precisam de oxigênio. O amor muda a nossa motivação de vida. Os relacionamentos se tornam significativos com ele. Nenhum casamento é bem sucedido sem amor.
O amor é construído sobre dois pilares que melhor definem o que ele é. Esses pilares são a paciência e a bondade. Todas as outras características do amor são extensões desses dois atributos. E é aqui que começa o seu desafio, com a paciência.
O amor irá lhe inspirar a ser uma pessoa paciente. Quando você decide ser paciente, você responde de maneira positiva à uma situação negativa. Você é tardio em irar-se. Prefere ter um
"pavio longo" a se irritar facilmente. Ao invés de ser impaciente e exigente, o amor lhe ajuda a se acalmar e a transmitir misericórdia aos que estão ao seu redor. A paciência traz a calma interior em meio à tempestade exterior.
Ninguém gosta de ter uma pessoa impaciente por perto. Estar próximo de alguém assim faz você reagir com raiva, insensatez e de maneiras lamentáveis. A ironia da raiva em uma ação errada está em gerar novos erros por si só. A raiva quase nunca torna as coisas melhores. Na verdade, ela geralmente cria mais problemas. Mas a paciência paralisa o andamento do problema. A paciência, mais do que morder a língua, mais do que bater a mão na boca, é respirar fundo. Ela purifica o ar. Ela impede a insensatez de espalhar seu veneno por toda casa. Ter paciência é escolher controlar suas emoções ao invés de permitir que elas lhe controlem. É demonstrar discrição ao invés de pagar mal com mal.
Se o seu cônjuge lhe ofende, você rapidamente revida ou você se controla? Você reage com raiva quando lhe tratam injustamente? Se a resposta for sim, você está espalhando veneno ao
invés de remédio.
A raiva é causada, na maioria das vezes, quando um forte desejo por algo é combinado com decepção ou tristeza. Você não consegue o que quer, então começa a se irritar por dentro. Muitas vezes ela é a reação emocional que resulta das nossas razões egoístas, tolas e más.
Por outro lado, a paciência nos torna sábios. Ela não se apressa em julgar, mas ouve o que a outra pessoa está dizendo. Ela espera na entrada enquanto a raiva deseja invadir com violência. A paciência aguarda para ver toda a situação antes de julgar. A bíblia diz: "o homem paciente dá prova de grande entendimento, mas o precipitado revela insensatez" (Provérbios 14:29).
Assim como a falta de paciência fará do seu lar uma zona de guerra, a prática da paciência estimulará a paz e a tranqüilidade. "O homem irritável provoca dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão" (Provérbios 15:18). Frases como esta do livro de Provérbios são princípios claros de aplicação eterna. A paciência é o lugar onde o amor encontra sabedoria. E todo casamento precisa desta combinação para permanecer saudável.
A paciência lhe ajuda a dar ao seu cônjuge o direito de ser humano. A paciência entende que todos falham. Quando um erro é cometido, a paciência decide dar mais tempo do que ele (a) precisa para corrigi-lo. A paciência lhe capacita a permanecer firme durante os tempos difíceis do seu relacionamento, ao invés de lhe esgotar com as pressões.
Mas o seu cônjuge pode contar com um marido ou com uma esposa paciente? Ela pode ter certeza de que se trancar as chaves dentro do carro poderá contar com a sua compreensão ao invés de ouvir um sermão que a fará sentir-se como uma criança? Ele pode se assegurar de que se comemorar os últimos segundos do jogo de futebol não vai ouvir uma lista de sugestões de como poderia usar melhor o seu tempo? Acontece que poucas pessoas são tão difíceis de se conviver quanto uma pessoa impaciente.
Como seria o tom de voz do seu lar se você colocasse em prática essa abordagem bíblica: "tenham cuidado para que ninguém retribua mal com mal, mas sejam sempre bondosos uns para com os outros e para com todos." (1 Tessalonicenses 5: 15)?
Poucos de nós praticam a paciência de forma adequada, e nenhum de nós a pratica naturalmente. Mas o homem e a mulher sábios verão a paciência como um ingrediente essencial no casamento. Este é um bom ponto de partida para demonstrar o amor verdadeiro.
Essa jornada de O Desafio de Amar é um processo, e a primeira atitude que você deve decidir ter é ser paciente. Pense nisso como uma maratona, não como uma corrida de 100 metros rasos. Uma maratona que vale à pena correr.

» Desafio de hoje »

A primeira a parte do desafio de hoje é bastante simples. Apesar do amor se comunicar de várias formas, as palavras, na maioria das vezes, refletem o estado do nosso coração. Para o próximo dia, decida demonstrar paciência e de modo algum diga algo negativo para o seu cônjuge. Se a tentação surgir, não diga nada. É melhor segurar a língua do que dizer algo de que possa se arrepender depois.

- Anote aqui quando o desafio de hoje estiver completo.

Aconteceu alguma coisa hoje que lhe deixou com raiva do seu cônjuge? Você foi tentado a ter pensamentos condenáveis e a expressá-los com palavras?
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Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se. (Tiago 1:19).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os Deveres do Marido Cristão


Os Deveres do Marido Cristão

Doutrina: Os deveres do marido cristão
Leitura: Ef. 5.22-33.

Deus estabeleceu papéis diferentes para os membros da família. Esposos e esposas têm seus deveres e direitos. Ser bem casado é uma bênção. A esposa prudente vem do Senhor (Pv 19.14). O que a Bíblia ordena ao marido:

1. Amar a esposa (Ef.5.25-29; Cl. 3.19)

Como Cristo trata o homem, o homem deve tratar a sua esposa. A ênfase nesta passagem não está na autoridade do marido para governar, mas em sua responsabilidade de amar. Deus não ordenou às mulheres que amassem, mas ordenou aos maridos.

Qualidades desse amor:

-Amor VOLUNTÁRIO (Gl 2.20) – se entrega por ela;
-Amor INCONDICONAL (1 Jo 4.19) – amar primeiro;
-Amor SACRIFICIAL (Jo 15.13) – dar a vida por ela.

Como o amor deve ser demonstrado:

a) Através da proteção e cuidado - espiritual, emocional e social – de forma que a esposa viva feliz (1 Co 7.33; Dt 24.5; 1 Tm 5.8). O marido deve procurar suprir todas as necessidades da esposa, inclusive de descanso e lazer (Ct 7.11,12). Para isto, deve trabalhar (1 Ts 4.11,12; 2 Ts 3.10-12);
b) Cuidando da vida espiritual dela. O homem que ama a esposa é o sacerdote do lar, contribuindo para seu crescimento espiritual e abençoando sua casa (2 Sm 6.20). Deve tomar a iniciativa de orar coma esposa, ler a Bíblia juntos (Mt 18.19);
c) Conhecendo a natureza feminina e as características pessoais de sua esposa (1 Pe 3.7). As mulheres são intuitivas, românticas, sentimentais e o marido deve compreender as peculiaridades e satisfazer estas necessidades;
d) Dando à esposa o devido valor, acima dos filhos, parentes e amigos. Ame sua esposa, ao ponto de tratá-la com mais respeito do que você trata seus amigos e parentes. Isto inclui ter tempo para ela, dar-lhe prioridade (Gn 2.18; Mc 10.8). Inclui ainda consultá-la antes de tomar decisões.Também inclui apoiá-la nos seus projetos e idéias. Se você não realiza os sonhos da sua esposa, quem o fará? Se você tem direito de gastar alguns reais no seu hobby, porque ela não?;
e) Elogiar a esposa, ressaltando suas virtudes, esforços, aparência (Pv 31.28,29);
f) Tratar a mulher com carinho e compreensão e não sendo rude ou ríspido, o que torna a vida amarga (Cl 3.19). Beijos e abraços são uma necessidade a ser atendida sempre;
g) Conceder à sua esposa o afeto que lhe é devido, inclusive as necessidades sexuais (1 Co 7.3). Não privar a esposa de seu corpo, porque pertence a ela (1 Co 7.4-5). Não cumprir suas obrigações conjugais com sua esposa é roubar o que lhe é devido. O marido não deve ser egoísta quando se trata de prazer sexual.
h) Cuidar das pequenas coisas, como dar-lhe dinheiro para necessidades pessoais e colaborar nas tarefas do lar (Is 41.6);
i) Falar a verdade com a esposa, tendo-a como sua confidente (Cl 3.9). Se a esposa tem uma outra pessoa em quem confia mais do que no marido, está errado;
j) Manter-se fiel à esposa (1 Co 7.2). Cuidado com a internet, com as amizades, com os olhares (Mt 5.27).



2. Liderar o seu lar (Ef.5.23; 1Co 11.3).

O significado da palavra "cabeça" significa degrau, ordem, classe, posição. E esta é a ordem de Deus para com a família. Isto não significa a superioridade do homem sobre a mulher, porque Deus e Cristo são iguais, mas com diferentes papeis, ou seja, responsabilidades distintas. Marido tem uma posição mais alta que a esposa; o pai tem uma posição mais alta do que o filho.

Para liderar na Casa de Deus precisa liderar na família (1Tm. 3.2-5).
Toda a autoridade para exercer a liderança no lar tem que proceder do Senhor. Quanto mais o marido se submete a Cristo, mais autoridade ele terá.

Para exercer uma liderança eficaz, deve considerar os seguintes princípios:

a) Amor. Liderar a esposa em amor significa que os maridos não serão, de forma alguma, déspotas, tiranos. Quando um marido cristão assume essa responsabilidade, cultiva na relação conjugal espaço para o diálogo, para ouvir a esposa e aceitar suas ponderações.
b) Presença (Mt 28.20). Quando o líder fica muito ausente do lar, sua liderança se fragiliza e não convence a família.
c) Sensibilidade (Lc 7.13). A sensibilidade para perceber o que acontece ao redor é um fator imprescindível para liderar com segurança e equilíbrio.
d) Estabilidade emocional. Se o descontrole partir de quem está à frente da família, os liderados sentirão angústia e insegurança, não conseguindo assim estabelecer um vínculo de harmonia;

O que autoridade não é:

a) Não é ditadura. Muitos homens há que interpretam erradamente (Ef 5.23) para justificar atitudes e comportamento autoritários no casamento. Gritam, mandam, exigem obediência com tamanha imposição, capaz de ser olhado com medo e não com amor, pela esposa e pelos filhos.
b) Não é garantia de respeito automático. É verdade que foi Deus quem determinou tivesse o marido autoridade no lar. Exercê-la, entretanto, requer sabedoria, ou a família lhe negará o devido respeito. Respeito gera respeito.
c) Não é individualismo. Autoridade não quer dizer que o marido tem de tomar todas as suas decisões sozinho. Embora chefia envolva autoridade, isto não implica que a esposa deva ser alijada sob a alegação de que ela é incapaz de decidir ou de influenciar o marido nas suas decisões.

O que é autoridade

a) É responsabilidade. Ser o cabeça do lar é mais do que uma questão de simples autoridade, é uma questão de responsabilidade. Uma vez que Deus criou Eva ajudadora de Adão, este como "cabeça" da família é responsável perante Deus.
b) É liderança. Liderança requerida em todos os momentos da vida conjugal. É claro que o marido precisa ser comedido ao exercê-la, não ser irritado, autoritário, mas, evidenciando humildade e constante submissão a Jesus Cristo, o Senhor da sua vida e do seu lar.
c) É exemplo (Fp 4.9). É muito mais fácil dizer: siga-me do que "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço".
d) É serviço. (Mc. 9.35). Jesus mostrou este princípio lavando os pés aos discípulos. É um ato que tipifica o modo certo de exercer autoridade, isto é, ela não se fundamenta em orgulho, prepotência, ou autoconfiança, mas em humildade.

OS DEZ MANDAMENTOS PARA O MARIDO

1. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e à tua mulher como cristo amou a igreja (Dt 6.5, Ef 5.25);
2. Alegremente cumprirás o teu dever de provedor do lar, trabalhando e com o suor do teu rosto comerás o teu pão (Gn 3.19);
3. Protegerás a tua mulher com todas as tuas forças, tudo fazendo pelo seu bem-estar e segurança (Lc 12);
4. Darás honra a tua mulher como vaso mais fraco, coabitando com ela com conhecimento (1 Pe 3.7);
5. Vigiarás constantemente para não desejares a mulher do teu próximo (Mt 5.27);
6. Não darás lugar ao ciúme em tua mente, procurando ser puro em todas as coisas (Tt 1.15);
7. Manterás sempre o teu bom humor e não te irritarás com tua mulher (Cl 3.19);
8. Procurarás ter tempo para conversar com tua mulher, sabendo que ela tem necessidade de expressar o que lhe vai na alma (Ec 3.1);
9. Não mentirás a tua mulher, nem farás qualquer negócio sem que ela participe, procurando combinar com ela e ouvir sua opinião, como a auxiliadora (Zc 8.16);
10. Não serás avarento (pão duro), mas suprirás graciosamente as necessidades da sua esposa (Ef 5.5).

Obras consultadas:

Apostila do Seminário para Casais da irmã Lídia Fernandes (www.amigadoamigo.blogspot.com).
KEMP, Jaime. O Lar Cristão. São Paulo: Editora Sepal, .
BRAND, Henry. O Segredo de um Casamento Feliz. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Os Deveres da Esposa Cristã


Os Deveres da Esposa Cristã
Leitura: Ef 5.22-33

"O fato de ser mulher não faz de você um tipo de cristão diferente, mas o fato de ser cristã faz de você uma mulher diferente".

1. Ser submissa ao seu marido em tudo, assim como a igreja é submissa a Cristo (Ef 5.22-24; Cl 3.18; 1 Pe 3.1-6; Tt 2.5)

Os princípios da Palavra de Deus são eternos. A esposa deve se sujeitar espontaneamente à liderança do marido. Todo cristão tem a responsabilidade de "sujeitar-se" (hypotasso) a alguém, independentemente de sua posição na vida: Os cidadãos devem se submeter ao governo (Rm 13.1,5; 1 Pe 2.13; Tt 3.1); A igreja está sujeita a Jesus (Ef 5.24); Os servos devem se sujeitar aos seus senhores (Tt 2.9; 1 Pe 2.18); Os cristãos jovens devem ser submissos aos mais velhos (1 Pe 5.5) e "do mesmo modo" a esposa deve submeter-se ao seu marido.
Deus estabeleceu o marido como o cabeça da família (1 Co 11.3; Ef 5.23); aquele que tem a responsabilidade de liderar e exercer a autoridade. A resposta correta a essa autoridade é submissão voluntária. A esposa não se rebaixa sendo submissa ao marido, mas demonstra a nobreza do seu caráter, assim como fizeram Sara e outras mulheres piedosas dos tempos bíblicos (1 Pe 3.5). Esta submissão é devida ao marido, sendo ele cristão ou não (1 Pe 3.1,2). É Deus quem ordena isto (1 Pe 3.5,6).

Esposo e esposa são iguais em Cristo (Gl 3.28; 1 Pe 3.7), porém há diferença de papéis no lar. A submissão não significa ser inferior ao homem, ou que a mulher tem menos valor dentro da família, mas sim que, dentro do lar, o marido foi colocado por Deus como sendo a autoridade final.
A mulher foi colocada na família como auxiliadora (Gn 2.18) e quem ajuda não é o chefe, mas sim, o auxiliar. Neste sentido temos que dizer que a mulher não foi chamada para exercer a liderança (1 Co 11.8-10; 1 Tm 2.11-14).
A mulher que ocupa um cargo de liderança em seu trabalho não pode simplesmente achar que em sua casa poderá liderar da mesma forma. Uma senhora crente foi entrevistada na televisão, a entrevistadora perguntou: Quem é que manda em sua casa? Ela respondeu: Meu marido. A comentarista continuou, e quem decidiu? Ela respondeu: Eu. Fui eu quem decidiu quem seria o chefe lá em casa. Ele é "o cabeça" da nossa família.

Submeter-se nas decisões
As decisões na família devem ser conjuntas, mas em caso de divergência a decisão final é do marido; as esposas devem consultar seus maridos antes de tomar uma decisão, evitar criticar as decisões do marido e não se rebelar diante delas. Como você tenta convencer seu marido de alguma coisa? Você insiste no seu ponto de vista até ele se cansar e fazer o que você quer? Você age de forma independente, sem consultar o seu marido? A mulher não pode mudar o marido! A única coisa que pode fazer é mudar ela mesma e a forma como reage a seu marido. Mudar os outros é algo que depende deles e de Deus.
Submeter-se não é ser escrava, nem perder sua opinião nem sentir-se inferior, mas aceitar o papel que Deus lhe deu, agindo com prudência, humildade e inteligência.

Razões para submeter-se:
• Por amor e reverência ao Senhor, a esposa deve acatar seus mandamentos. Somente sendo uma crente fiel e cultivando uma vida cheia do Espírito ela poderá submeter-se ao marido.
• Para dar bom Testemunho. A esposa crente que se submete ao marido é diferente das esposas que não temem nem amam ao Senhor. Essa diferença poderá ser a porta para um testemunho evangelístico.

Como todo mandamento de Deus a submissão nos traz também a Sua benção pela obediência:
• Uma mulher submissa tem de seu esposo a PROTEÇÃO E SEGURANÇA;
• Através da submissão a mulher alcança realização pessoal, pois este é seu papel;
• A submissão leva a uma deliciosa HARMONIA NO LAR.
• Quando a mulher é submissa, se torna exemplo para as mais novas e para o mundo.
• A mulher se transforma em verdadeiro exemplo como mãe e esposa aos filhos, lembrando que eles reproduzirão seu comportamento.

2. Respeitar o marido (Ef 5.33b).

A palavra traduzida por "respeitar" neste texto é também traduzida por "temer" (At 10.2,35; 13.16,26; 1 Pe 2.17). A esposa deve mostrar respeito pelo marido como líder na relação, assim como a igreja respeita Jesus como seu líder (Ef 5.24). Sara é um exemplo citado do tipo de respeito que a esposa deve ter pelo marido. Ela não só obedeceu a Abraão, mas também o chamava de "senhor" (1 Pe 3.6; Gn 18.12). "Senhor" indica um coração pronto para responder em obediência e respeito. A implicação deve ser que ela obedecia a Abraão porque o honrava como "senhor", não no sentido divino, mas no sentido humano daquele que tem a autoridade.
A esposa deve falar do marido de forma respeitosa, principalmente diante dos filhos e de outras pessoas. Não como Abigail, que apesar de livrar a pele de seu esposo Nabal, falou de maneira desrespeitosa acerca dele (1 Sm 25.25).

3. Ser uma auxiliadora para seu marido (Gn 2.18).

Esta é a finalidade pela qual a mulher foi criada (1 Co 11.8-9). Nenhum cônjuge deve servir a si mesmo de maneira egoísta, mas deve servir ao outro. Isto é principalmente verdadeiro para a esposa. Ela deve estar ao lado (não é abaixo nem acima) do marido. Para que isso se torne uma realidade em nossa vida, é necessário que haja uma dose de desprendimento, carinho, renúncia e acima de tudo MUITO AMOR.

A mulher é uma auxiliadora do marido:
a) No sentido afetivo: é a mulher de um só homem, o seu marido e se entrega a ele com amor e inteireza de coração.
b) No sentido social: contribui no sentido de conservar a imagem do seu marido como um homem de bem diante da igreja e da sociedade.
c) No sentido profissional: dá ao marido o apoio que lhe falta por parte dos amigos, levando-o a superar as crises de maneira positiva.
d) No sentido espiritual: ora por ele e estimula a sua fé. O auxilio espiritual da mulher cristã pode e deve oferecer ao seu marido, é tal qual um investimento cujo retorno se dará sem demora.

3. Tomar conta da sua casa (Tt 2.4-5; 1 Tm 5.14; Pv 14.1).

Não é uma proibição ao trabalho feminino, mas uma indicação da sua responsabilidade quanto à boa ordem da casa. Se ela trabalha, tem empregada, contrata diarista, mas a responsabilidade de gerenciar sua casa é dela (1 Tm 5.14,15). As esposas devem ser prudentes, sensatas, tendo como prioridade satisfazer as necessidades de sua família (Tt 2.5). A prioridade de uma esposa, portanto, é cuidar do seu lar. Ela mostra seu amor por seu esposo e filhos fazendo do lar um refúgio de paz e descanso para a família, amigos e hóspedes (1 Tm 5.14).
A esposa também tem grande responsabilidade na educação dos filhos (1 Tm 2.15). A palavra grega utilizada (teknogonia) significa não somente gerar filhos, mas também abrange a idéia de educá-los.

5. Conceder ao seu marido o afeto que lhe é devido (1 Co 7.3).

Ambos os cônjuges são obrigados, entre outras coisas, a satisfazer os desejos sexuais do outro. A mulher não deve privar seu marido de seu corpo, porque pertence a ele (1 Co 7.4-5), mas deve agradá-lo (v34). Não cumprir suas obrigações conjugais com seu marido é roubar o que lhe é devido.

6. Ser pura, casta, buscando a beleza interior mais do que a exterior (Tt 2.3-5; 1 Tm 2.9,10; 1 Pe 3.1-6)

O que a Bíblia quer ressaltar é a modéstia e a preocupação maior de ser virtuosa e não a proibição de adornos. Pedro não estava escrevendo que as mulheres não podem se enfeitar, mas que o enfoque da mulher cristã deve estar mais na exaltação do ser interior do que na do exterior. Paulo também manda que a mulher se vista com modéstia e bom senso. A mulher não deve estar tão preocupada com sua aparência externa quanto com suas qualidades interiores.
A mulher cristã deve observar a razão que a leva a vestir-se, enfeitar-se: para se exibir ou atrair a atenção de outras pessoas, ou para agradar ao Senhor e a seu marido. As jóias que ela deve usar sempre: o espírito manso e tranqüilo (1 Pe 3.4); ter um espírito pacífico, que busca a conciliação e a harmonia na família.
Algumas esposas são barulhentas, gostam de tumultos, porém, não há adorno mais bonito do que a discrição (Pv 11.22) e a mulher que age assim honra seu marido (Pv 12.4).

OS DEZ MANDAMENTOS PARA A ESPOSA

I. Amarás o senhor teu Deus de todo o teu coração, e a teu marido somente um pouquinho a menos do que amas a Deus (Dt 6.5);
II. Alegremente te submeterás a teu marido, tua cabeça, como ao Senhor (Ef 5.22);
III. Guardarás tua língua com toda diligência, tendo o cuidado de abençoar teu marido e nunca discutir abertamente detalhes íntimos do relacionamento amoroso (Pv 31.26, 11.16);
IV. Conservarás um coração alegre em tudo que tiveres de fazer durante o dia (Pv 17.22);
V. Afastarás de ti uma natureza ciumenta ou egoísta (Pv 6.34);
VI. Preferirás teu marido a qualquer outro (nunca comparando diminutivamente a outros homens) e sinceramente o admirarás e reverenciarás (Ef 5.33);
VII. Diligentemente manterás o teu lar e a ti mesma atraentes, lembrando que não deves somente ganhar o amor do teu marido, mas também conservá-lo (Pv 31.27);
VIII. Darás valor às tuas virtudes femininas mais do que a própria vida (Pv 12.4);
IX. Inspirarás a teus filhos um amor, respeito e reverência a seu pai (Pv 22.6);
X. Não serás ranzinza (Pv 25.24).

Obras consultadas:
Apostila do Seminário para Casais da irmã Lídia Fernandes (www.amigadoamigo.blogspot.com).